O julgamento será adiado até o céu?
- Caleb Oladejo

- há 5 horas
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Você já se perguntou o que acontece no momento da morte? O que passa pela mente nesses momentos finais, pouco antes do último suspiro? É uma mistura de emoções - um senso de finalidade colidindo com a consciência gritante da realidade. A realidade das nossas escolhas. A realidade de como tratamos os outros, próximos e distantes. A realidade de como desperdiçámos um tempo precioso a provar pontos desnecessários.
Mas aqui está a verdade: o julgamento não espera até entrarmos na eternidade. Começa no momento em que a verdade nos confronta. As verdades que evitámos quando tínhamos força e vontade—as verdades que odiávamos porque nos obrigavam a enfrentar as nossas falhas—serão as mesmas verdades que testemunham contra nós. Nesse instante, à medida que a eternidade acena, não haverá espaço para desculpas, apenas o peso inegável da realidade.
O julgamento no céu não é um tribunal repentino para a alma, mas sim o culminar das verdades que encontramos e às quais respondemos na terra. Cada palavra, cada acção, cada decisão, cada convicção ignorada—tudo isto ecoará na eternidade. E a questão que enfrentaremos Não é simplesmente: "o que fez?"mas," o que você fez com a verdade que lhe foi dada?”
Para alguns, esta verdade será um conforto-uma confirmação de uma vida vivida em obediência à Palavra de Deus, em alinhamento com a sua vontade. Para outros, será o início do arrependimento eterno. A tragédia de uma percepção tardia é que a verdade, embora sempre presente, foi silenciada pelo orgulho, pela procrastinação ou pela busca de distrações terrenas.
A Bíblia nos diz:" está ordenado aos homens que morram uma vez, mas depois disso o juízo " (Hebreus 9:27). Este versículo nos lembra que, enquanto o julgamento final aguarda, as sementes desse julgamento são plantadas aqui na terra. Cada vez que encontramos o evangelho, cada oportunidade de responder ao chamado de Deus, cada impulso do Espírito, é um momento de responsabilidade. O céu apenas revela o que escolhemos abraçar ou ignorar enquanto ainda tínhamos a oportunidade.
Então, por que Deus demora o julgamento final até o céu? Não é porque ele é lento, mas porque é misericordioso. Ele é paciente, dando-nos tempo para confrontar as verdades que ignorámos. Ele espera, não querendo que ninguém pereça, mas que todos se arrependam (2 Pedro 3:9). No entanto, este atraso não é indefinido. Chegará um momento em que a oportunidade de escolher a verdade terminará.
O que vai fazer com o tempo que tem agora? Permitireis que a verdade vos transforme, ou continuareis a afastá-la, à espera de um amanhã que talvez nunca chegue? O último suspiro não é apenas o começo do julgamento, mas o fim da oportunidade.
Hoje é o dia de viver na verdade, de reconciliar-se com Deus e de abraçar a sua graça. Pois o momento da morte chegará a todos e, com ele, a plena realidade de como vivemos a vida que nos foi dada. Que essa realidade seja de esperança, não de arrependimento, enquanto nos preparamos não apenas para o julgamento que está por vir, mas para a vida eterna que se segue.



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